![[oitocontos.jpg]](https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgsxlF8Q05AFjeapLON9ox5dgVeVQbMYuuEH8yOm4WljSgPvDPG4JGj-BmYS33HkgTvL1Aazd9C3zGhtBtxZgSUxzD4LONHz3ga16pgUYHetkx_Kr_NhqJ77tGUYl-QnMLL8URfT8w_Ca4A/s1600/oitocontos.jpg)
Não deu tempo de gritar. Cássia não conseguia sequer se mover. Estava perplexa. Bem aos seus pés estava o homem que aguarda, ela, estar na companhia de sua filha. Não foi isso que aconteceu. Não dava para acreditar.
Com muito esforço, conseguiu levá-lo ao sofá, estender-lhe e afrouxar-lhe as roupas. Dando tapinhas suaves em sua face, Jorge foi acordando. Quando abriu de vez os olhos, gritou. Gritou com todas as forças que seus pulmões puderam suportar.
Chorou sem lágrimas. Horrorizado. Abalado. Não conseguiu externar com tanta ênfase. – Precisamos tirá-la de lá, Cássia… Precisamos.. Tirar nossa menina debaixo de todo aquele branco avermelhado….
Jorge contou à esposa o que vira quando saiu a procura da filha, o jeito que a encontrou. O estado daquele pequeno corpinho – o que sobrou de sua princesa de oito anos – Seu reino, demoliu. Toda a vida retirada. A menina partiu, levando um pouco da vida dos pais.
Finalmente Cássia entendeu, e também chorou. Mas não podia chorar. Ela ainda continuava lá fora, merecia um lugar quente de novo.
Os muitos porquês ficariam para depois, precisavam da polícia, mas quando eles pensaram em chamá-la bateram à porta. – Cássia olhou fundo nos olhos do detive, desabou nos ombros dele também – Venha comigo senhorita, chame seu marido. Vamos ajudá-los.
Nem sempre isso é possível…

0 comentários:
Postar um comentário