
— Se bem me lembro, você não foi assim tão
recatada a noite passada — declarou ele com [
sarcasmo.
— Como você se atreve?
Ele avançou para ela, parando a apenas alguns
centímetros de distância.
O homem tinha o rosto mais sexy que ela jamais
vira, mesmo tão zangado quanto parecia estar
no momento.
— Quem você pensa que é? — perguntou ele. —
Não devia ter mentido para maite, fazendo-a
pensar que somos amantes. Agora, quero
algumas respostas, rapidamente.
Ela perguntou-se se ele sabia que formava uma
leve covinha no queixo quando ficava bravo.
— Bem? Estou esperando.
— Ela me deixou louca, fora de mim —
respondeu dulce, dando de ombros e então teve
que agarrar o lençol que caíra.
— Ela a deixou louca? — As palavras seguintes
foram surpreendentemente calmas: — Vamos
ser honestos. Você pavoneou seu corpo diante
de mim. Então meteu-se na minha cama. Minha
noiva entra e a vê aqui, a meu lado, despida sob
o lençol, e você diz que arruinou minha vida
porque ela a deixou louca?
— Eu não fiz isso!
Os punhos dele se contraíram.
— Qual parte você não fez?
dulce desviou os olhos dele, de repente
temerosa que fora longe demais. Afinal,
encontrava-se na cama com um total estranho,
sem roupa alguma, e sem modo de defender-se.
— Eu não me pavoneei — começou ela, devagar.
— E não sei como vim parar na sua cama. A
última coisa que me lembro é do homem com
cabelos louros que estava levando-me para casa.
— Sabendo que, em parte, errara, acrescentou:
— Certo, insinuei para sua noiva que tínhamos
um caso, o que é uma mentira, mas a culpa não
foi toda minha. Ela me deixou louca e eu...
— christian.
— Quem?
Ele encostou-se na cabeceira da cama, fechando
os olhos, o cenho franzido pela concentração.
Momentos depois, falou:
— Meu irmão caçula. Ele nunca quis que esse
casamento acontecesse.
Ele abriu os olhos e ela desejou que ele não a
olhasse daquele jeito, com olhos tão profundos e
penetrantes.
CONTINUA

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