
— Quanto ele lhe pagou?
Por que deveria ele preocupar-se com quanto
Tom lhe pagara?
— Cem dólares — respondeu ela, confusa.
— E cem dólares vale arruinar duas vidas? Você
poderia ter vindo a mim e contar-me sobre a
proposta de christian. Eu lhe teria pagado o
dobro para ficar longe da minha vida.
— Mas... Eu estava falando sobre meu serviço
de sair do bolo, não sobre ir para sua cama. Com
isso, não tenho nada a ver. Fui usada, tanto
quanto você.
Ela fora um bode expiatório numa disputa
familiar. Bem, estava pronta para pôr um fim no
jogo. Olhando-o, notou que ele ainda parecia
cético.
— Acredite no que quiser, mas acho que já tive
muito de sua família por hoje. É hora de eu ir
para casa, onde ainda há algum indício de
sanidade.
Quanto mais rápido estivesse fora da vida dele,
melhor.
— A propósito — começou ele, parecendo relaxado, ali encostado contra a cabeceira da
cama —, quem disse que você tem que ficar?
Até parece que a estou forçando.
dulce estreitou os olhos. Havia alguma coisa
nele. Algo que ela estava prestes a descobrir,
algo tão palpável que quase poderia tocar.
Então, outra vez, poderia estar imaginando
coisas. E por que não deveria? Não era todos os
dias que acordava na cama com um estranho.
Ela puxou o lençol, cobrindo-se mais ainda.
— Se você me der a coberta, irei embora —
murmurou, empertigada.
— De jeito algum.
A cabeça de dulce ergueu-se com altivez. Ela
tinha a impressão de que ele estava começando
a divertir-se.
— Bem, nós não podemos ficar aqui o dia
inteiro.
CONTINUA

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