
— Por que não? Não tenho nada melhor para
fazer. Certamente, não vou me casar mais.
Uma onda de culpa a assolou. Sem querer,
arruinara o dia do casamento dele, tanto quanto
seu irmão, christian.
— Talvez você possa ligar para sua noiva. —
dulce, na verdade, detestava a idéia. — Direi a
ela que menti.
— Você não conhece maite. Ela ficará deprimida
por pelo menos um mês. Se falar com ela,
somente fará as coisas piorarem — disse ele,
meneando a cabeça. Então, de súbito, a encarou.
— Feche os olhos.
Ela o fitou, desconfiada.
— Não se preocupe, eu não vou enfeitiçá-la.
Pensei em levantar-me. A menos, é claro, que
você prefira que eu não me levante.
Ele inclinou-se em sua direção.
dulce rapidamente fechou os olhos. Podia jurar
que ouviu uma risada, mas outros sons
capturaram sua atenção. O farfalhar do lençol, o
quase silencioso ruído de passos através do
assoalho de madeira.
Sua boca de repente ficou seca.
O que eles teriam feito na noite anterior para
que ela imaginasse tão bem o corpo dele nu?
Não, não podia pensar daquela maneira. Nada
acontecera. Não podia ter acontecido. Aquele
homem era um estranho.
— Eu disse que você pode abrir os olhos agora.
dulce saltou ao som da voz masculina e abriu os
olhos. Ele estava usando um roupão de tecido
felpudo até os joelhos. Ela deu um suspiro de
alívio, e então, silenciosamente, puniu-se. O que
esperava? Que ele ainda estaria nu? Engraçado,
mas assim que pensou nisso, uma deliciosa
excitação percorreu sua espinha.
— Eu a deixarei vestir-se e então a levarei para
casa de carro.
— Não será necessário — replicou ela. Quanto
mais cedo desaparecesse dali, melhor se sentiria.
— Eu chamarei um táxi.
— Mas eu insisto. É o mínimo que posso fazer,
já que, como você disse, é tão inocente no
esquema de christian quanto eu.
continua

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