
dulce não estava certa de que ele estava sendo
sincero. Podia pôr toda a culpa nela, se quisesse.
Contanto que ela não tivesse que vê-lo
novamente.
Quando a porta fechou-se atrás dele, ela atirou o
lençol para o lado e ficou de pé. Uma rápida
pesquisa no quarto e descobriu que estava Nem
roupa alguma para vestir. Nem mesmo a ridícula
fantasia que usara na noite anterior. Puxando o
lençol da cama, enrolou-se nele num estilo
sarongue, atirando a ponta final sobre o ombro
nu.
Ela foi então até a cozinha. christopher estava
de costas, as palmas espalhadas sobre o balcão,
enquanto permanecia perto da cafeteira.
Percebendo sua presença, ele virou-se com a
indefectível sobrancelha grossa alçada em
aspecto interrogativo.
Meu Deus, para que toda aquela altivez? Ele
seria tão mais bonito se não tivesse aquela
aparência arrogante.
Ela pigarreou.
— Parece que não tenho nenhuma roupa no
momento.
dulce enrubesceu. Se alguma vez encontrasse o
irmão dele, o tal de christian, ficaria tentada a
cometer um crime. Estava certa de que ele era o
culpado que levara suas roupas.
Os lábios de christopher comprimiram-se, mas
ele não disse uma palavra quando passou por
ela em direção ao quarto de dormir. Agarrando
o lençol enrolado no corpo, ela o seguiu,
tentando acompanhar os longos passos.
christopher abriu a porta do closet e,
empurrando cabides para o lado, puxou um
vestido de mulher.
— Isto é o melhor que posso fazer. A menos que
você prefira ir a uma loja, comprar alguma coisa.
dulce observou o vestido azul-marinho que ele
lhe estendia e olhou-o com uma expressão
interrogativa no rosto.
— Por Deus, garota, não sou um travesti, se é o
que está pensando. Este vestido pertence à
maite.
O pensamento não tinha sequer entrado na sua
mente, mas ela não ficaria surpresa por nada
que aquela família fizesse.
continua

0 comentários:
Postar um comentário