
Ela deu um rápido telefonema e depois dirigiu-
se para a porta, e para fora da vida de
christopher, para sempre.
Dulce pegou um copo de água para tomar um
comprimido anti-gripal na minúscula cozinha de
seu apartamento.
Será que não conseguiria nunca mais se livrar
daquela bendita gripe?
Nas primeiras duas semanas, não se preocupara
muito, mas outra semana se passara. E mais
outra.
Aquilo era tudo por culpa de Tom. Quando ele a
pagara no dia seguinte da despedida de solteiro,
estava tossindo e fungando. Não somente o
trabalho fora um desastre, como agora ela tinha
a gripe para recordá-la de tudo que queria
esquecer.
Suas pernas tremiam quando ficava de pé.
Precisava ficar deitada e tomar muita Vitamina
C, era dito popular. Na verdade, precisava se
cuidar.
Olhou para seu alvo, o sofá da sala. Amparando-
se na parede, dirigiu-se até lá. Apenas alguns
passos e poderia descansar.
A campainha da porta tocou e ela sentiu um
aperto no estômago.
Companhia hoje não, pensou.
Se não atendesse, talvez a pessoa desistisse.
A campainha voltou a tocar, agora com mais
insistência.
Com um suspiro de desgosto, ela se dirigiu à
porta. Suor gotejava de sua testa. A cabeça
latejava.
Se a pessoa do outro lado da porta soubesse o
quanto ela estava perto de um desmaio, com
certeza desistiria e a deixaria em paz.
No momento que dulce pôs a mão na maçaneta,
a campainha tocou de novo. Ela abriu a porta
querendo que a visita inesperada visse seu
estado lastimável e se sentisse culpada por
perturbá-la.
— Puxa, dul, pensei que você não fosse abrir —
disse anahí, entrando sem ser convidada. —
Achei que ficaria feliz em ver sua melhor amiga,
uma vez que estive fora por um mês.
Ela pegou uma caixa de biscoitos na mesa de
centro de dulce e abriu a tampa.
continua

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