
— Oh, não! Não, não, mil vezes não. Não posso
estar grávida. Nós... ele... eu...
— Acalme-se. Isso não pode ser tão mau —
disse a amiga. — Quando você ficou menstruada
pela última vez?
Lágrimas encheram os olhos de dulce. Ela
fungou. Outro sinal de mudança de hormônios,
porque nunca chorava.
Não precisava fazer as contas, pois se lembrava
muito bem que menstruara duas semanas antes
da festa de solteiro e então, não mais. Como
podia ter sido tão tola para não adivinhar?
Talvez porque se convencera de que nada
realmente acontecera naquela noite fatídica.
Quantas vezes dissera a si mesma que tudo
aquilo fora um sonho?
anahí ficou séria.
— Você quer o bebê?
Levou um minuto para as palavras da amiga
atingirem seu cérebro. Alguns instantes no
consultório médico e seu problema podia ser
resolvido. Uma mão protetora descansou sobre
o estômago.
— Sim — foi a resposta.
— Tudo bem. Você não tem que fazer nada que
não queira. Conte ao pai. Talvez ele ajudará.
— Ele nem sequer sabe meu nome — sussurrou ela.
— Bem, talvez seja hora de saber.
Dulce lembrou-se dos olhos cinza-metálicos. Tão
escuros como uma "nuvem carregada". Não era
provável que ele quisesse ajudá-la,
principalmente depois de que ela ter sido o
instrumento que arruinou seu casamento. Por
que tudo tinha que acontecer a ela?
— Não é justo — resmungou dulce. — Tudo que
deixei para ele foi um anel na banheira.
— Nancy, quero que aquelas cartas sejam
postadas hoje, sem falta — disse christopher,
vasculhando uma pilha de papéis sobre sua
mesa.
— Sim, sr. Uckermann.
continua

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