
— Programe um almoço com Sean Carmichael no dia quatorze. E lembre-se, não agende
nenhum compromisso para os próximos dias.
Nada me fará perder este casamento.
— Sim, senhor, e suas passagens para Bahamas
chegaram mais cedo. Tenho certeza de que você
e a sita. perroni se divertirão bastante.
Ele pegou uma pilha de folhas de papel e
começou a rascunhar, efetivamente dispensando
a secretária.
christopher empurrou os papéis para o lado e
reclinou-se na sua cadeira de couro preto. Deu um sorriso de satisfação. Sean Carmichael. Sua
firma de publicidade correra atrás daquela conta
por anos. É claro, christopher tinha que dar a
maior parte do crédito à Maite. Fora ela quem
persuadira Sean a entregar a conta à firma de
christopher. E então de novo, fora christopher
quem finalmente fizera maite entender que
tinha sido christian quem armara toda aquela
confusão.
christian confessara o esquema inteiro. Reunir o
irmão com a dançarina do bolo, e então fazer
maite chegar na manhã seguinte.
christopher levara dois meses para convencer
maite de que o casamento deles seria muito
lucrativo. E agora, dentro de três dias, estariam
casados. Tudo estava funcionando às mil
maravilhas.
Exceto pelo contínuo sentimento de culpa que
não o deixava em paz. Sabia que não era culpa
sua o fato de a moça terminar na sua cama.
christian teve que assumir a culpa por aquilo.
Entretanto, amolava-o nem mesmo saber o
nome dela. Além do fato de que não fora capaz
de tirá-la do pensamento. Seria mais fácil se não
tivesse aqueles benditos sonhos quase todas as
noites.
Sonhos eróticos, cheios de paixão. Corpos nus,
suados, entrelaçados. Ele mudou de posição na
cadeira, sentindo-se desconfortável.
Então o telefone tocou, interrompendo-lhe o
pensamento de uma noite sensual passada com
uma total estranha. Noite que nunca seria
repetida.
— Sim? — respondeu ele.
— Sr. uckermann, há uma mulher aqui
querendo vê-lo, chamada dulce saviñon.
— Não conheço nenhuma dulce saviñon.
Agende uma visita.
— Sim, senhor.
continua

0 comentários:
Postar um comentário