WebNovela: Viva Forever Capítulo 5

sábado, 7 de novembro de 2009

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Vagarosamente, ele a mediu de cima a baixo.


dulce sentiu sua pele ficar



quente, depois fria. Ele levantou a cabeça e seus


olhos se cruzaram. Ela já


vira aquela espécie de olhar antes.



Ela crescera em Marlow. Como a maioria das


cidades interioranas, havia


"panelinhas formadas". Cada um tinha seu



próprio grupo. Ex­ceto dulce.


Sua avó a criara, e o cheque de Seguro Social


que recebia mal dava para as



despesas da casa e educação da neta. Mas a


velha senhora lhe dera muito


mais do que o dinheiro podia comprar: muito


amor e um forte orgulho


irlandês.


dulce nunca tolerara qualquer tipo de zombaria


na ocasião e não era agora


que iria tolerar. Olhou-o com silencioso desafio.



Tinha um trabalho a fazer.



Com um leve movimento da cabeça, atirou seus


cabelos castanhos para


trás. Uma sobrancelha grossa ergueu-se como se


ela tivesse ousado evocar


uma outra emoção nele, além de enfado.



Erguendo as mãos acima da cabeça, ela começou


o ritual da dança. A sala


ficou silenciosa, exceto pelo som ritmado das


castanholas.



Lentamente, ela começou a mover-se, os quadris


ondulando para um lado,


enquanto a parte superior do corpo movia-se


para a direção oposta. Braços


esticavam-se para o lado, sempre batendo as


casta­nholas, hipnotizando.


Alguém ligou o toca-fitas que Tom


providenciara. Música erótica encheu a


sala. Fechando os olhos, dulce deixou a música


dominá-la como uma chuva


leve num dia de primavera. Tornou-se uma parte


da música, não mais


consciente do homem.


Cada vez mais rápido, o compasso ficou


alucinante e ela o acom­panhou



freneticamente. Seus cabelos esvoaçavam de


forma sensual, e quando se


curvava, chegavam a tocar seus quadris como a


carícia de um amante.


Pés descalços rodopiavam pelo exíguo espaço no


meio da sala. Seus lábios


entreabriam-se com sensualidade. dulce


despejou todas as emoções nos


movimentos rítmicos, e quando a música parou,


caiu no chão, o peito


arfando pelo esforço.


Primeiro o silêncio, depois o aplauso atroador.


Ela levantou a cabeça e encontrou o olhar do


homem que iria se casar. Suor


gotejava na testa dele, mas, em vez de triunfo,


ela sentiu uma pontada de


medo. Os olhos cinza-metálicos refletiam um


desejo escaldante. Isso fez a


pulsação dela acelerar-se. Sua única vontade era


correr dali o mais rápido


que pudesse. Em vez disso, virou-se de costas


para ele, pegando o drinque


que alguém lhe pusera nas mãos. A boca de


repente estava seca e ela


procurava restabelecer a respiração.





continua

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