
Sorveu um gole do líquido. Chá gelado.
Exatamente o que precisava. Bebeu todo o copo
e outro apareceu magicamente.
Depois de quatro copos, não mais deu
importância ao que aquele homem obscuro
pensasse dela. Na verdade, a sensação de
formigamento que sentira quando os olhos de
ambos se cruzaram fora provavelmente por
causa do ar frio que envolveu sua pele depois
que terminou a dança rotineira.
Ela olhou da mesa para o louro. Que belo jovem.
Tão diferente do "homem sombrio". dulce
imaginava que ele não sabia sorrir. Estendeu a
mão para pegar o copo com chá, mas a mão
resvalou. Então deu uma risadinha, sem graça.
— Que espécie de chá é este, afinal de contas?
Sua língua estava tão grossa que quase não
podia falar, e o teto da sala girava.
O louro sorriu e entregou-lhe outro copo cheio.
— Chá Long Island — gritou ele através do som
da música alta.
Engraçado, ela nunca ouvira falar na marca.
dulce tomou outro gole e depois olhou em volta,
franzindo o cenho quando não viu seu
adversário, não que se importasse se ele já
houvesse ido embora. Todavia, não pôde evitar
se perguntar por que se sentia um pouco
desapontada quando não o viu.
— Parece que o sujeito que vai se casar saiu
cedo, de modo a estar pronto para o grande dia
amanhã — disse ela. O louro lhe contara
anteriormente que o casamento seria no
próximo dia. — Acho que é hora de eu partir,
também.
Os outros homens haviam se dispersado nos
seus próprios pequenos grupos, todos a
ignorando, enquanto o louro parecia
monopolizá-la. Aquela era a despedida de
solteiro mais misteriosa e esquisita em que ela já
estivera. Pensando melhor, era a única.
Ela levantou-se da cadeira onde estivera
bebericando o chá. A sala começou a girar
violentamente. Então voltou a sentar-se.
— Você está bem?
— Sinto-me meio estranha. Completamente tonta.
continua

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