
Então riu. Não havia cadeira alguma. Mas quem
se importava? Nada parecia importar agora. É
claro, se ele acendesse a luz, ela provavelmente
poderia ver. O quarto estava tão escuro que
dulce quase não podia achar a cama, e quando a
distinguiu vagamente, esta oscilava como se
boiasse na água.
Mãos fortes ajudaram-na a sentar-se na cama.
Presilhas e botões foram desabotoados e a
fantasia magicamente desapareceu.
Ela ouviu uma respiração forte perto da orelha,
mas o som não foi reconhecido pelo seu cérebro
confuso.
— Ele pode não me agradecer amanhã, e você
provavelmente jamais me perdoará, mas não
posso deixá-lo cometer o maior erro da sua vida.
Algumas vezes, o irmãozinho aqui tem que
resolver as coisas com as próprias mãos.
dulce não tinha a mínima idéia sobre o que o
homem estava falando e realmente não se
importava. Sua cabeça caiu sobre o travesseiro.
Instantaneamente, os olhos se fecharam, Ela
aconchegou-se debaixo das cobertas enquanto a
porta foi cerrada.
Em algum momento durante a noite, o lençol
desapareceu.
Embriagada, completamente grogue, ela virou-
se, o corpo avançando devagar em direção ao
calor que irradiava do outro lado da cama, só
parando quando o calor a envolveu, aquecendo,
não só seu corpo, mas sua alma também.
Sonhos sensuais se seguiram. Um depois do
outro. Em vez do louro bonito, o homem moreno
e obscuro invadiu seu mundo, o corpo grande
acoplando o seu. Mãos procurando e
acariciando. Corpos suados movimentando-se
para encontrar desempenho erótico. E quando
seu clímax chegou, dulce soube que nunca
experimentara nada de tamanha magnitude
antes.
Na manhã seguinte, dulce acordou com uma
deliciosa sensação invadindo todo seu corpo.
Abriu os olhos, mas o brilhante raio de sol
imiscuindo-se através da janela fez sua cabeça
girar. Ela rapidamente fechou os olhos para
afastar os raios injuriosos, enquanto o
sentimento eufórico de apenas um minuto atrás
desaparecia.
Meu Deus, sentia-se como se tivesse sido
atropelada por um trator. O que acontecera na
noite anterior? As peças de um xadrez
começaram a se formar na sua mente. O louro
continuara a lhe dar chá, insistindo que aquilo a
faria sentir-se melhor. Uma suspeita começou a
se delinear. Ótimo! Ela caíra no mais velho
truque do mundo. Fora uma tola.
Imperdoavelmente tola.
Calor irradiava-se por todo seu corpo, enquanto
mais memórias dos sonhos eróticos que tivera
durante a noite invadiam-lhe o cérebro.
Mas o louro... não, é claro que não. Era educado
demais.
Um gemido masculino, seguido por um
movimento no outro lado da cama, a fez voltar-
se, ofegante. Eu o matarei, pensou encolerizada
quando ficou cara a cara com olhos cinza-
metálicos.
continua

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