
Por um momento, dulce não conseguia falar.
Então, de repente, explodiu como um vulcão em
erupção:
— O que você está fazendo na minha cama?
A voz dele, rouca pelo sono, saiu preguiçosa:
— Eu é que pergunto, o que você está fazendo
na minha cama?
— Sua cama! Quero que você saiba...
dulce parou quando seu olhar percorreu o
ambiente do quarto. Era escuro, com mobília
pesada, em vez das peças avulsas mal com
binadas que estavam no seu próprio quarto.
Cortinas verde-musgo cobriam as janelas, em
vez das de renda que ela arrematara numa
liquidação.
Aquele não era seu quarto, aquela não era sua
cama e... Ela olhou para o homem a seu lado na
cama. Então puxou as cobertas para proteger o
corpo.
— Se você acha...
Antes que dulce pudesse terminar, a porta do
quarto abriu-se. Ela ficou boquiaberta quando
uma morena alta, elegantemente vestida,
irrompeu no quarto.
— maite! — disse o homem a seu lado.
— Bem, pelo menos você se recorda do meu
nome. Aparentemente, esqueceu-se de que hoje
é o dia de nosso casamento.
O olhar dela percorreu com insolência a figura
de dulce, mas imediatamente descartou-a, como
se ela fosse insignificante. dulce sentou-se na
cama, tendo o cuidado de manter o lençol
apertado junto ao peito. Conhecia bem o tipo de
maite. Unhas feitas e pintadas, cabelos
meticulosamente penteados, roupa de grife,
maquiagem exagerada e meias de seda cobrindo
as pernas esbeltas e bem delineadas.
dulce a detestou. Mulherzinha artificial e vulgar.
maite tinha uma expressão exasperada na face.
continua

0 comentários:
Postar um comentário