7º Capítulo-Oito Contos Gélidos

domingo, 13 de dezembro de 2009

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A idéia inicial de toda a equipe que depositava em Silvio toda a expectativa de informações para o caso era uma conversa leve e, se isso fosse possível, calma. Seguindo tal raciocínio, o detetive começou falando da profissão da suspeita:

- Temos lido suas matérias Vivian, realmente muito bom o que você escreve na locuna de finanças.
- É engraçado sabe, você dizer isso, porque ninguém lê coluna desse tipo, a menos que tenha extremo interesse.

Os olhos castanhos consumiam o estomago de Silvio, e o sorisso final naques lábios vermelhos deu uma ardencia extra. Ela não seria tão fácil assim de lidar, concluiu.

- Bem… De certa forma dinheiro é do interesse de qualquer pessoa, não é?
- Sem dúvida – E então ela se levantou, foi até a adega próxima, pegou dois copos e o vinho – principalmente quando você pode comprar esse tipo de coisa, aceita?

E antes que ele pudesse responder, já lhe foi entregue a taça. Voltada para ele novamente – agora, cruzava as pernas e exibia uma parte considerável da direita, deixando a esquerda para a imaginação do estranho que bateu a sua porta, Vivian foi categórica:

- Não temos a noite toda por mais que eu gostasse que você ficasse embriagado detetive, que tal irmos direto ao assunto?

O vinho era doce e leve, mas desceu queimando – Ele estava comentendo um grande erro profissional deixando-se seduzir, mas depois dessa provocação tornou a ser frio como o clima lá fora.

- Pois bem – Depositou a taça em cima da mesa com firmeza – Onde a senhorita estava ontem durante a manhã?
- Na redação, onde mais você acha que eu poderia estar? – Trocou de pernas e ele não pôde evitar de dar uma olhada rápida.
- A casa da sua famía – ele prosseguiu – na cidade vizinha, faz quanto tempo que não passa por lá?
- Deve haver uns bons 5 ou 6 anos – então ela levantou ligeiramente a sombrancelha direita – Por que?
- Ela anda meio… Digamos, esquecida, não acha?
- Não temos muito interesse naquela casa velha, nem tempo para visitas àquele lugar… Você entende…. Trabalho…
- Ah sim, claro, claro… Mas enfim, o que voce produziu na redação ontem?
- Bem, coisas comuns, você sabe, levantando uns dados, verificando algumas informações, nada fora do comum, o mesmo de sempre
- Você lembra da última vez, que voltou à vila?
- Ah, claro, eu tinha lá meus 18 pra 19 anos, férias pós-faculdade, uma comemoração com os amigos, final de adolescencia…
- Você lembra de uma menina chamada Letícia?
- Ah sim, lembro sim, mas a família dela não pôde ir, ela era ainda um bebê quando eu me formei, acho que pensaram que ela poderia incomodar se fosse, uma pena, mas…

Outra nota: A suspeita dá enfase ao fato da vítima não ter comparecido a sua festa de formatura, segundo ela, Letícia e sua família não foram porque poderiam provocar constragimento ao evento.
Outra Obs: Ainda não recolhi todas as informações que gostaria e já está ficando tarde.

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