WebNovela: Viva Forever Capítulo 23

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

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— O que foi que você disse?



O espanto dele era notório. dulce ergueu a


cabeça. Sua face estava quase sem cor.



— Eu disse que estou grávida.



Ele ficou silencioso.


Ela prendeu a respiração, lutando contra o


crescente enjôo, en­quanto esperava que ele


falasse algo, qualquer coisa.


— A criança é minha?


— Não, fui fecundada por um alienígena —


respondeu ela com sarcasmo.



— Acredito que eu tenha direito a algumas


respostas. É claro que ele tinha.



— Sim, a criança é sua.



Christopher levantou-se e começou a caminhar


pela sala.


— Estamos no século XXI. As mulheres não


ficam grávidas, a menos que queiram — Ele


olhou-a diretamente. — Você nunca pen­sou


nisso?


— Não, não pensei, todavia não era a minha


intenção ser posta na sua cama, também! E


desde que você declarou que estamos na idade


moderna, não foi minha responsabilidade o que


aconteceu.


Ela abruptamente ficou de pé com as mãos


sobre os quadris. O peito arfava de raiva.


Sua raiva somente durou alguns segundos,


quando o estômago começou a ficar


embrulhado. Ela diminuiu o ritmo da respiração,


o que não ajudou em nada.


Christopher sequer tomou conhecimento dos



sintomas dela.


— Qualquer mulher no seu juízo normal teria se


preparado para a possibilidade de alguma coisa



acontecer, mas imagino que você nunca...



dulce não o ouvia mais, enquanto procurava,


freneticamente, uma porta que pudesse levá-la


ao banheiro. Qualquer lugar que pu­desse


alcançar rapidamente.


A única possível solução foi a cesta de lixo que


estava ao lado de seu pé. Ela curvou-se e


imediatamente vomitou. Quando acabou, per­


cebeu que ele a estava segurando pelos ombros,


muito sem jeito, batendo-lhe nas costas.


— Sinto muito — murmurou ela.


— Não, sou eu quem deve se desculpar. Eu não


tinha o direito de esbravejar contra uma mulher


no seu... estado. Você gostaria de deitar-se?



— Ficarei boa num momento. Todavia, eu


gostaria de lavar a boca.



Ela não insinuou que ele a conduzisse até a


porta do banheiro. Sentiu-se como uma inválida


pela maneira que ele segurou seu coto­velo. E a


secretária olhava-a como se ela fosse um


monstro de sete cabeças.



— Por favor, ficarei ótima tão logo lave meu


rosto.


— Tem certeza?


Por um momento, ela pensou que ele pudesse


entrar no banheiro com ela para certificar-se.


— Absoluta.


Uma espiada no seu reflexo no espelho quase a


fez enjoar de novo.





continua

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