
Ela não gostava da situação. Aquele era o
mundo dele. Um lugar que não a deixava à
vontade, como se a lembrasse o tempo todo:
você não pertence a este mundo.
Pouco importava. Não iria viver ali para sempre.
Dentro de poucos meses, o bebê nasceria e
depois de certo tempo, mãe e filho partiriam.
Engraçado como tal pensamento a fazia sentir-
se tão triste. Talvez porque aquele não fosse seu
sonho? Ela girou o anel no dedo diversas vezes,
pensativa. Sabia que alguns casamentos não
duravam para sempre, porém, saber que o seu
terminaria em divórcio antes mesmo de
começar, parecia quase uma trapaça.
Aquilo era bobagem, todavia. Quem ela estaria
trapaceando? O destino? Ela riu. O pensamento
era ridículo. Então se ergueu da cama com
determinação. Faria do apartamento seu lar, e se
o sr. Christopher uckermann não gostasse disso,
ele que se mudasse. Ou, pelo menos,
concordasse com seu plano anterior de viverem
separados.
Por onde começaria? Primeiramente, precisava
de música. Quem podia trabalhar sem música?
— Bernard — disse ela para a coruja
empoleirada numa pilha de caixas fechadas—,
vamos fazer desse lugar um lar. Não mais este
rilidade para nós duas.
Olhando para seu estômago ainda achatado, ela
deixou o quarto à procura de música para
animá-la.
O estéreo estava localizado na sala de estar.
Num gabinete anexo, ela encontrou uma pilha
de CDs. Olhou rapidamente para eles.
— Bah, música de elevador — murmurou.
Estavam em Dallas, Texas, afinal de contas. Ela
queria música tipo sertaneja ou um ritmo para
dançar. Optou pelo rádio, sintonizando na sua
estação favorita de música country.
Em questão de segundos, a música vibrou no ar
e ela elevou o volume. Seu cantor favorito estava
cantando e ela fechou os olhos, balançando o
corpo no ritmo do som. Quando a música
terminou, abriu os olhos e encontrou
christopher encarando-a da soleira da porta.
CONTINUA
comentem

0 comentários:
Postar um comentário