
Ele não parecia muito feliz. dulce tentou um
sorriso, mas sabia que era fraco demais para
convencer qualquer pessoa.
Sem dizer uma palavra, ele foi direto para o
estéreo e o desligou. Então ele voltou-se para
ela:
— Temos regras aqui. Você não tocará o estéreo
tão alto, arriscando estilhaçar os vidros das
janelas — Sem dizer mais nada, ele passou por
ela e foi em direção ao próprio quarto.
Infantilmente, dulce esticou a língua para ele.
christopher virou-se e pegou-a em flagrante.
Ela engoliu a seco, incapaz de falar. Se ele
tivesse dito qualquer coisa, como, por exemplo,
que ela deveria crescer e agir conforme sua
idade, dulce estava pronta para retaliar de
alguma maneira, mas ele fingiu não perceber seu
momento de rebelião infantil.
— É seu aquele monte de metal velho
estacionado na minha vaga?
Ninguém falava daquele jeito sobre seu pequeno
carro azul. Fora duro de pagar seiscentos dólares
por ele. dulce não se importava que o azul
estava desbotado e que tinha alguns amassados.
Estava muito bem pago. Por ela mesma.
Levantando a cabeça com altivez, falou de modo
orgulhoso:
— Sim, é meu. E daí? Qual é o problema?
— Nenhum, apenas que tem um pneu furado —
anunciou ele, virando-se e indo para o quarto.
Havia um cintilar nos olhos acinzentados? Ele
estava rindo dela? dulce não podia acreditar
nisso. O homem era... era... Ela foi para o quarto
de hóspedes e bateu a porta com toda força,
pouco se importando com o que ele pensasse do
barulho.
Aquilo não ia dar certo, pensou enquanto
caminhava pelo quarto pisando sobre as caixas
espalhadas. Eles não chegaram a ficar juntos
cinco minutos e ele já estava repreendendo-a
como uma criança.
Regras, regras, regras, christopher uckermann
era cheio delas.
Ela não podia ouvir música alto. Seu carro era
apenas um amontoado de metal. Ela estava
ocupando sua vaga. Que coisa terrível!
continua

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