
Ele sentiu-se vitorioso. Invertera uma catástrofe
com sucesso. Era como levar em frente um
negócio. Você somente tinha que saber como
lidar com as pessoas. Uma coisa que estava
acostumado a fazer todos os dias.
— Você se sentirá melhor depois que descansar
— afirmou ele. E então viu algo que lhe chamou
a atenção. — Meu Deus, o que é aquilo? —
christopher apontou para a criatura alada
pousada numa caixa atrás da porta.
— anahi falou que você não gostaria dele e
estava certa — disse dulce, caindo em prantos.
— Como posso não gostar dele quando não sei o
que é aquilo?
— Seu nome é Bernard e é minha coruja de
estimação.
christopher foi até o pássaro empalhado e pegou
uma pena do alto da caixa.
— Detesto dizer-lhe isso, mas Bernard está
mudando de penas — Ele fungou uma vez,
então mais uma. — E está cheirando mal.
— Não está!
A situação devia ser cômica e christopher quase
sorriu, até que olhou para dulce deitada na
cama, parecendo tão desprotegida. Seu coração
compadeceu-se. Ela enxugou as lágrimas e então
aquele olhar teimoso voltou à face.
— Se Bernard tiver que ir embora, eu vou junto.
— Por acaso, eu disse que você tinha que se
livrar dele?
— Não, mas posso jurar que você não gosta
dele.
— Se você conservar Bernie no seu quarto, ele
pode ficar por quanto tempo quiser.
— O nome dele não é Bernie. É Bernard.
christopher fez uma reverência em direção à
coruja.
— Minhas mais sinceras desculpas, Bernard.
Ela pareceu satisfeita com a atitude e então
christopher saiu do quarto.
Dulce era estranha. Não fazia o seu tipo,
pensou ele, mas, como aquele casamento não
era real, não importava o que pensava dela.
Engraçado. Por que aquilo o fazia sentir-se como
se pudesse estar perdendo algo importante?
Meneando a cabeça, foi para a sala de jantar e
começou a retirar a louça da mesa. Talvez fosse
uma boa coisa não ter se casado com maite, se
casamento fazia você sentir-se daquela maneira.
continua

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