Diário de Uma Louca Episódio 11: Sim ou Não?

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Aquela pequena frase do meu tio não saia da minha cabeça: "Dois é bom, três é demais".
Eu sabia que eu deveria escolher entre o Yan e o Michael alguma hora e essa hora já estava chegando.
Não consegui nem me concentrar no trabalho. A minha segunda feira tinha sido morta. Não consegui fechar o editorial da revista nem organizar as idéias pra próxima edição. E pra completar meu chefe estava de férias. Não sei se era melhor ter que ouvir os gritos dele pessoalmente, ou ficar ouvindo pelo telefone. Ele ligava a cada 5 minutos pra saber como estavam as coisas na revista.
Cheguei em casa morta e nem consegui encarar o Michael. Ele estava me esperando pra irmos jantar, mas eu inventei uma desculpa (aquela desculpinha clássica- dor de cabeça) e disse que ia dormir cedo. Ele pareceu muito decepcionado pelo telefone, mas combinamos de sair para jantar no dia seguinte.
O Yan me ligou diversas vezes e eu não atendi. Precisava de tempo para pensar. Eu teria que me decidir até a noite seguinte, quando iria me encontrar com o Michael. Meu coração estava dividido.
Aquela noite não consegui fechar os olhos. Ficava pensando nos prós e nos contra. Pensava no que o Yan já tinha feito comigo (quando ele me traiu com a bruxa magricela) e em tudo o que eu já tinha vivido com ele e com o Michael.
O Michael era um homem com o qual eu teria conforto, poderia conhecer o mundo inteiro, era atencioso, inteligente, requintado, mas com ele eu não poderia ter filhos.
O Yan era um homem com o qual eu não teria tanto conforto, era carinhoso, poderia me dar filhos, mas já havia me traido com minha pior inimiga.
Eu tentava não me influenciar quanto a possibilidade de ter filho com um e com outro não. Mas isso no momento estava falando mais alto. Se eu gostasse mais de um do que do outro, seria mais fácil. Mais cada um tinha uma caracteristica boa que me fazia sentir bem, me fazia sentir segura.
Terça feira quando cheguei na revista, resolvi pedir conselho a Rafa. Ela falou que filhos não era problema, afinal eu poderia adotar; falou também que o Yan já havia me traído, mas que se mostrou arrependido, inclusive se humilhou em vir até mim para pedir desculpas.
A Rafa não tinha me ajudado em nada, eu ainda estava confusa. Mas não vou negar que meus pensamentos estavam mais no Yan do que no Michael. Me lembrava daquela vez em que minha “Princesinha" havia morrido (minha Yorkshire), o Yan fez um enterro lindo pra ela no jardim da casa dos meus pais e ficou de luto comigo durante aquela semana.
A noite chegara e minha decisão já tinha sido tomada, eu escolheria o Yan; a única coisa que me faltava era coragem de falar pro Michael sobre a minha decisão.
Ele me surpeendeu quando foi me pegar lá em casa de limousine. Quando eu o vi, confesso que meu coração tremeu; ele estava um gato com um terno Armani que havia trazido de Paris.
Entrei na limousine aprensiva, tentando imaginar como eu falaria pro Michael que eu na verdade queria era ficar com o Yan.
Ao sair da limousine percebi pra onde ele me trouxera, fomos para o "Le Postrage". É um restaurante francês super romântico. Ele pegou minha mão, me deu uma rosa e me levou à uma mesa de onde dava pra ver toda a cidade de Nova York.
Estava tudo perfeito, parecia que ele havia planejado tudo com muito cuidado. O músico tocava a nossa música, o garçom serviu a minha comida favorita, bebemos o melhor champagne e foi quando eu percebi tudo.... DROGA!!! Ele iria me pedir em casamento.
Dito e feito, o músico se aproximou da gente com o seu violino, o Michael se levantou, tirou uma caixinha vermelhinha do bolso do paletó, se ajoelhou na minha frente, pegou na minha mão, e me fez a tão sonhada pergunta: "Quer casar comigo?". Eu fiquei sem reação; naquele momento todos que estavam no restaurante estavam olhando para gente esperando ouvir o meu SIM!
O que eu deveria dizer. Quando eu sai de casa, eu estava decidida em terminar tudo com ele pra ficar com o Yan, mas o Michael havia me surpreendindo e acabou me confundindo mais uma vez.
Todos estavam esperando um SIM, mas o que meu coração queria? Era um Sim ou um Não?

Escrito por: Daniela Amorim

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