Era domingo e eu não estava com saco pra fazer nada. Resolvi fazer umas compras pela manhã e passar o resto do dia vendo filmes trashs na Tv.
Fui a umas três lojas, comprei dois sapatos e voltei para casa. Era realmente surpreendente como Yan tinha mexido comigo. Aquele olhar sincero e aquela voz doce me pedindo desculpas não saia da minha cabeça.
Cheguei em casa, joguei as compras em cima da cama e fui tomar um banho com os sais indianos que Michael tinha me dado; eu precisava relaxar e tirar Yan da minha cabeça, estava começando a me preocupar com esse reaparecimento dele.
Liguei a Tv e vi “Os tomates assassinos” no canal 12 e “Segurem a vaca zumbi” no canal 5, mas nada prendia minha atenção. Resolvi tomar outro banho com aqueles sais.
Comecei a relaxar e pensar no Michael; ele era uma pessoa maravilhosa e pensava em formar uma família comigo, pensava até em adotar um filho. Eu adorava ficar ao lado dele, sentir seu cheiro, eu me sentia segura ao lado dele. Estava quase esquecendo o Yan quando meu celular toca, era o Yan me lembrando do nosso almoço; droga! Eu tinha esquecido completamente, já eram 13:00 e eu tinha que estar no restaurante La Belle do outro lado da cidade as 14: 00 hrs.
Pulei de dentro da banheira e me arrumei em tempo Record (30 minutos), desci as escadas que nem um furacão (o elevador estava em manutenção, novamente), saltei para dentro do primeiro táxi que eu vi e cheguei a tempo pro almoço com meu ex ‘gatinho fofo’ e meu atual melhor amigo.
Conversamos e rimos enquanto comíamos lembrando de algumas situações engraçadas que já tínhamos passado juntos. Depois do almoço demos uma volta no Central Park, e resolvemos ir ao cinema.
A noite caiu e nós caminhávamos pela Times Square como se fossemos dois adolescentes que fugiram de casa para conhecer a Big Apple.
Estava tudo perfeito, o céu estrelado, o cheiro de orvalho pairando no ar e o sorriso do Yan olhando para mim.
Enquanto Yan me olhava e pensava no quão bom era ter minha amizade novamente, e não deixava de pensar o quão bom seria beijar aqueles lábios outra vez; e em num impulso me joguei nos braços do Yan e roubei- lhe um beijo.
Dessa vez o beijo tinha um sabor diferente, o sabor do proibido, de aventura e de arrependimento. Quando abri os olhos nem tive coragem de olhar para o Yan, virei-me e sai correndo.
O que eu havia feito? Eu estava perdida em meus próprios sentimentos.
Cheguei em casa, desliguei o celular e arranquei a linha do telefone da parede, eu sabia que o Yan iria me procurar, mas o que mais me preocupava agora era se eu contaria ou não pro Michael. Michael me amava eu sei, mas será que eu o amava?

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