
O dinheiro a receber pelo serviço extra
parecia tão bom que ela não pensara
em nada mais. Não que pudesse voltar
atrás. Contas tinham que ser pagas.
Toc... Toc... Toc...
Não havia tempo para se preocupar agora.
dulce empurrou a tampa do
megabolo.
Nada aconteceu.
— Você deve sair agora — a voz sussurrou
com urgência.
— Não posso — replicou ela.
— Então, christian, você a amedrontou? —
gritou alguém.
dulce cerrou os dentes e empurrou com
toda sua força. A tampa saltou e
caiu no chão com um baque surdo. Que
maravilha poder respirar
novamente!
— Da maneira que christian gosta de doce,
talvez ele a conserve para si
mesmo — alguém falou. Uma risada geral
ecoou pela sala.
Talvez ficar dentro do bolo não fosse tão
má idéia, agora que podia respirar.
— O que há de errado?
O pobre rapaz parecia frenético. De
qualquer modo, ela duvidava que Tom
quereria pagá-la para ficar dentro do bolo.
dulce tentou ficar de pé, mas
suas pernas não cooperaram.
— Minhas pernas estão dormentes. Não
consigo me mexer.
Mãos a seguraram e puseram-na de pé.
Um trilhão de agulhas alfinetavam
suas pernas. Ela as esfregou enquanto o
olhar varreu a sola precariamente
iluminada.
Havia talvez vinte pequenas mesas
cobertas Com toalhas brancas. Ela
calculou duas dezenas de homens, os
olhares fixados nela. Tranqüilizou-se
quando viu duas garçonetes movendo-se
entre as mesas.
— Sorria.
Em vez de sorrir, fixou o olhar nos olhos
de um deus louro. Se um homem
pudesse ser descrito como bonito, ele era
a própria imagem desse homem.
Parecia ter vinte e dois anos, pelo menos
quatro anos mais novo do que ela.
Automaticamente, dulce baixou os olhos
para depois focalizá-los em volta
da sala cheia. Quase deixou de vê-lo. Sua
visão mudou para uma das
colunas existentes na sala e para a pessoa
encostada nela.
continua

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