
— Tenho dinheiro e influências. Posso lhe dizer
o primeiro nome de todos os juizes da cidade. E
o nome de suas esposas. Não seria difícil
convencer um deles que você não seria uma mãe
capacitada. Se você quiser fazer parte da vida
deste bebê depois que ele nascer, fará o que
estou dizendo.
Christopher sabia que estava sendo duro
demais, mas ela tinha que ver que aquela era a
única solução. O bebê era dele. Sentia isso. Não
tinha culpa por ela ter acabado na sua cama,
mas era, pelo menos, parcialmente culpado da
gravidez.
— Bem, qual é a sua resposta? — perguntou ele.
— Tudo bem. Eu me casarei com você —
respondeu ela sem olhá-lo.
— Então está combinado. Faremos o exame de
sangue hoje.
— Tão rápido?
— Quanto mais cedo melhor.
Ele não podia evitar ter pena de dulce. Eles
podiam ter o bebê juntos, mas eram ainda dois
estranhos.
— Por quê? — sussurrou ela.
— Por que o quê?
— Por que você se incomoda com o que
acontece com o bebê?
Que espécie de homem ela pensava que ele era?
— Você não deve ter uma opinião muito elevada
de mim, dulce.
— Na verdade, não tenho opinião alguma sobre
você. Apenas nunca pensei que quereria
assumir a responsabilidade de um filho.
—Alguns homens podem se sentir dessa
maneira. Mas eu assumo a responsabilidade do
que me pertence.
Os olhos dela ficaram tristes. Ele quis puxá-la
para os seus braços. Deixá-la descansar a cabeça
no seu ombro, e dizer-lhe que não se
preocupasse, que tudo correria da melhor
maneira.
Dulce era tão bonita. A pele bronzeada a
deixava muito sedutora. Ele gostaria de pôr a
mão nos cachos sedosos de seus cabelos, sentir o
corpo delicado contra o seu.
Meu Deus, quando seus pensamentos mudaram
de direção? Sempre controlara usa vida.
Nenhuma mulher, por mais sedutora que fosse,
podia mudar as coisas.
continua

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