
Virando-se, tropeçou numa das caixas e feriu
um artelho. Murmurando uma praga, sentou-se
na beira da cama e massageou o pé machucado.
Agora, menina, ele realmente disse que você não
podia ouvir música?
Dulce sorriu. Era quase como se sua avó Abigail
estivesse no quarto com ela.
— Tudo bem, talvez ele não tenha dito
exatamente que não posso ouvir música, mas
chamou meu carro querido de um amontoado
de lixo — murmurou. — Ele podia pelo menos
se oferecer para consertar o pneu furado.
Mas não, o homem não quereria sujar as mãos.
Ela não podia culpá-lo. Ele tinha mãos bonitas.
Firmes, porém, gentis. Feitas para acariciar a
pele de uma mulher.
Uma leve batida soou à porta, mas ela saltou
como se uma bomba tivesse explodido.
— Entre — disse ela, esperando que sua face
não traísse o que estivera pensando.
christopher abriu a porta.
— Pensei que tivesse escutado você falando.
Ótimo, agora ele provavelmente pensa que sou
louca.
— Bati meu dedo do pé numa caixa, mas
sobreviverei.
— Se você acha que pode andar até a mesa,
tomei a liberdade de encomendar comida
chinesa. Aprecia?
Ela quase teve enjôo só de pensar em comida.
Mas há quanto tempo não saboreava comida
chinesa?
Sua boca ficou cheia de água. Porco agridoce?
Pasteizinhos primavera? Frango xadrez? Uma
incontrolável vontade a atingiu. Ela tinha que
comer. Agora.
— Acho que posso comer um pouquinho —
respondeu, tentando parecer casual. — Pelo
bebê — acrescentou.
Dulce o seguiu. Ele tinha um andar bonito e
seguro. Muito autoconfiante. Estava usando um
terno cinza-chumbo, mas tirara o paletó. O
torso, mesmo coberto pela camisa, era esbelto e
viril. Apropriado para ser tocado pelas mãos de
uma mulher. E as mãos dela, em pensamento,
tocavam as lindas nádegas à sua frente.
christopher de repente parou e ela quase
tropeçou nele, dando um passo para trás.
continua

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